quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


Entre as avenidas daquela cidade imponente,  seguia um  carro conduzido por um vulto que devorava com os olhos as lojas iluminadas: procurava as mais belas lojas. Aquela levou-o a uma paragem brusca: desceu, correu e entrou. Entregou um papel à balconista que imediatamente lhe deu o que tinha na gaveta; saiu. Entrou na seguinte e fez o mesmo. Depois de várias visitas  entrou no carro e conduziu-o a alta velocidade. Chegou a casa e olhando para todos os lados, correu para o seu quarto e deliciou-se com os seus haveres adquiridos: passou-lhes a mão em jeito de carícia – uma, duas, três vezes – e reconfortado guardou-os no cofre. A saída para uma nova procura levou-o ao bordel mais próximo e libertou a sua vontade escolhendo as mulheres mais belas e exóticas, arrancando-as dos braços dos outros; a noite foi só dele. A manhã despertou ávida de sol e o homem acordou com ela.



Joana entrou no baile da floresta. Entrou e olhou as árvores seminuas. Os seus olhos, caiados de uma translúcida luz, fecharam-se. O cenário estava destruído. O vento chegara e ficara. O vento despira o seu sonho.
 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014


Irei partilhar o pouco que sei, como escrevente. Aqui vão ser registados textos que surgiram num convívio de PROET@S. Sem ele não teria sido capaz de voltar a ter o gosto pela magia das palavras.
Obrigada, PROET@S!